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Aquiles Rique Reis

Aquiles Rique Reis (431)

O brilho do passado no futuro

A rapaziada que viria a criar a bossa nova tinha como ídolos os grandes nomes do jazz norte-americano. A moçada devorava os LPs que lhes chegavam às mãos, trazidos por almas caridosas quando retornavam ao Brasil – os bossanovistas tratavam-nos como emissários benfeitores do som que tanto curtiam: afinal, suas composições inspiravam-se nas harmonias dos jazzers, logo sendo ricamente ajustadas ao “veneno” brasileiro.

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E foi assim...

Imagino que o que senti nos últimos dias, leitor, você também já tenha sentido ao ouvir pela primeira vez um disco que você não fazia ideia de suas qualidades nem defeitos.

Primeiro vem a surpresa; a seguir, a constatação; logo, a vontade de ouvi-lo mais uma vez. E foi exatamente isso que se deu comigo ao escutar Campo Aberto (Acari Records), o álbum de estreia do jovem mineiro (25 anos) Artur Padua. Também violonista, ele foi aluno na Escola Portátil de Música, quando aprendeu a tocar o instrumento com o mestre do sete cordas Maurício Carrilho.

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Julião é bão

Começo me perguntando o que espero do jovem sambista Julião Rabello: que ele seja um bão compositor? Bão cantor? Bão violonista de sete cordas? Bão filho de Luciana Rabello, cavaquinista competente e uma das mais maiores especialistas em choro, chorinho e chorões do Brasil? Bão filho de Paulo César Pinheiro, o mais fértil e generoso poeta/letrista da música popular brasileira?

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Um compositor maior

Vitor Ramil, com apoio parcial de recursos obtidos através de financiamento coletivo na internet, lançou Campos Neutrais (selo Satolep – Pelotas, sua terra natal, escrito de trás para frente). O CD, que traz quinze composições inéditas e um songbook homônimo (lançamento simultâneo), foi todo produzido por ele. Do repertório, oito músicas são só de Vitor; as outras sete ou são fruto de parceria ou de poetas de quem ele musicou os versos.

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