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Guanabara Canibal

João Julio Mello / Divulgação João Julio Mello / Divulgação

Guanabara, Maracanã, Ipanema, carioca. Além de palavras de origem tupi, o que mais restou de registro da presença dos índios no Rio de Janeiro? Em 1567, a Batalha de Uruçumirim, liderada por Mem de Sá, exterminou as tribos indígenas que ali viviam. Após 450 anos, o diretor Marco André Nunes e o dramaturgo Pedro Kosovski, da Aquela Cia., pesquisaram as raízes da fundação da cidade para a concepção da peça Guanabara Canibal, que estreia no CCBB-Rio, no dia 9 de agosto.

Carolina Virguez e Matheus Macena – que atuaram em “Caranguejo Overdrive” e receberam indicações a diversas premiações de teatro sendo Carolina vencedora como Melhor Atriz dos prêmios Shell, APTR e Questão de Crítica –, estão em cena ao lado de João Lucas Romero, Reinaldo Junior e Zaion Salomão.

 “Guanabara Canibal” dá continuidade à investigação cênica e dramatúrgica da história da cidade do Rio de Janeiro, que teve início com o espetáculo “Cara de Cavalo”, em 2012, sobre a extinta favela do Esqueleto, atual UERJ, nos anos 60; e seguiu com “Caranguejo Overdrive”, em 2015, sobre o antigo mangue que foi aterrado no final do século XIX, atual Praça XI.

Nesta nova peça Aquela Cia. retorna às origens ao olhar para a fundação da cidade, tendo como referência para a construção da dramaturgia a literatura quinhentista, que inclui os relatos dos cronistas franceses Jean de Lery e André Thevet, que acompanharam a formação da colônia França-Antártica, no Rio de Janeiro, e o poema “De Gestis Mendi de Saa” (“Feitos de Mem de Sá”), do padre José de Anchieta, que narra a ofensiva portuguesa contra os tupinambás e ocupação francesa na cidade.
A dramaturgia de Pedro Kosovski, assim como nos trabalhos anteriores, apoia-se nessa paisagem histórica para narrar questões urgentes para atualidade e rever criticamente nosso passado.

Antes da fundação do Rio de Janeiro, a terra era de domínio de tribos indígenas, que apesar de rivais, falavam a mesma língua e tinham costumes semelhantes, como o ritual de canibalismo: por vingança, a tribo capturava um rival e este passava a conviver com eles até o dia de sua execução, que era visto por todos como uma morte digna. Diferente do que aconteceu com a chegada dos portugueses, na Batalha de Uruçumirim, travada nas águas da Guanabara, na altura do Outeiro da Glória, expulsaram os franceses do território e exterminaram os índios que ali viviam.
Assim como nos espetáculos anteriores, a música está sempre presente na cena, na direção musical de Felipe Storino. Em versões acústica, eletrônica, com coro, percussão, piano, microfones e tecnologia. Também compõem a encenação elementos primários como terra, água, farinha e pó de urucum.

SERVIÇO:
Espetáculo: Guanabara Canibal
Temporada: 9 de agosto a 15 de outubro de 2017
Dias e horários: Quarta a domingo, às 19h30.
Local: CCBB Rio – Teatro 3
Endereço: Rua Primeiro de Março 66 – Centro.
Informações: (21) 3808-2020
Capacidade: 70 lugares
Classificação indicativa: 14 anos.
Gênero: Drama
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Duração: 80 minutos.


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