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Denize Torbes – Cerne

Denize Torbes – Cerne

O Centro Cultural Correios inaugura, no dia 2 de junho de 2018, a exposição “Denize Torbes – Cerne”, com cerca de 60 obras recentes e inéditas da artista, que há nove anos não faz uma mostra individual no Rio de Janeiro. A exposição ocupará duas grandes salas do terceiro andar do centro cultural com pinturas, desenhos, objetos em cerâmica e uma instalação, que traçam um contraponto entre o ser humano moderno e o inserido em sua cultura milenar. Os trabalhos tratam da temática da cultura indígena e das queimadas, em trabalhos que se relacionam entre si.

No teto da primeira sala, estará a instalação “Tatuagem”, composta por uma imagem em espiral, símbolo da chuva para a tribo Guarani, onde estarão pendurados pedaços de carvão compridos, em formatos verticais, com inscrições em vermelho, comuns nas pinturas corporais de índios brasileiros.

Divididas nesta sala e na seguinte, estarão cerca de dez pinturas inéditas, em têmpera e óleo sobre tela, produzidas entre 2010 e 2018, com tamanhos que chegam a 2mX1,80m. Todas elas possuem elementos de iconografia.

Duas séries de desenhos inéditos, “Queimada” e “Queimada-cerne”, também estarão divididos por duas salas da exposição. Apesar de alguns terem elementos iconográficos, o foco desses trabalhos são as queimadas. Os trabalhos são feitos em têmpera, que a artista mesma produz, sobre papel. Eles são realizados sem um estudo prévio.

Na série “Queimada”, as pinturas sobre papel têm como principais elementos corações, pés e pulmões. Já na série “Queimada-cerne” as pinturas sobre papel e sobre tela possuem composições formais que fazem uma conexão com as imagens das queimadas, mas com a introdução de formas que remetem aos objetos e pinturas das culturas indígenas.

Ao se dirigir para a segunda sala, o visitante verá, na parede da anfisala, que a artista chamou de “Cofre”, um conjunto com 100 peças em cerâmica, pintados de dourado, produzidas em 2017 e 2018, intitulado “100 onças”. Nelas, há a reprodução de um padrão de desenho que os índios Assurini criaram especialmente para pintura corporal. Os motivos (desenhos) e seus significados foram extraídos de uma tabela organizada pelo índio assurini Puraké, em 1984. Cada plaqueta contém, além do desenho, duas inscrições, o significado em guarani e a versão para o português. As placas serão colocadas lado a lado, formando uma linha contínua. “Elas são douradas para lembrarem o ouro, algo valioso. Além disso, a onça é a medida do peso do ouro, por isso elas têm esse nome”, diz a artista, que chamou o espaço de “cofre”, por abrigar “barras de ouro” indígenas.

Na segunda sala, estarão pinturas, desenhos e também um conjunto de dez cerâmicas inéditas, produzidas este ano, da série “Línguas”, em formatos que lembram uma língua. Em cada uma delas, há um grafismo e uma frase, que são "sabedorias" dos índios brasileiros Pataxó, Yanomami e Kaiapó e estrangeiros, Sioux do Canadá e os norte-americanos Mohawk, Dakota e Ute.

Tanto nas referências indígenas quanto nas obras sobre as queimadas, o que interessa à artista é a parte visual.

Serviço: Denize Torbes - Cerne
Abertura: 2 de junho de 2018, às 16h
Exposição: até 18 de julho de 2018
Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2253.1580
 De terça-feira a domingo, das 12h às 19h.
Entrada franca


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