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Espetáculo Ltda volta ao cartaz no Teatro Glaucio Gill

 Ricardo Borges / Divulgação Ricardo Borges / Divulgação

A crescente manipulação de informações, nos mais diferentes meios impressos e virtuais, e os seus consequentes desdobramentos políticos, sociais e culturais motivaram o Coletivo Ponto Zero a montar o espetáculo Ltda que, após uma bem-sucedida temporada de estreia no primeiro semestre, volta ao cartaz dia 11 de julho, no Teatro Gláucio Gill, onde fica em temporada sempre às quartas e quintas, às 21h, até 02 de agosto. Com texto de Diogo Liberano, direção de Debora Lamm e atuação do coletivo, a peça lança um olhar sobre a condição humana em tempos de pós-verdade e pós-ética e põe um holofote na recorrente ganância do ser humano por dinheiro e poder.

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Segundo publicação recente da Associação Nacional de Editores de Revistas - ANER, “as pessoas estão confusas por receberem grande quantidade de notícias falsas. Sejam impressas, online, no celular ou em vídeo”. Para discutir o tema, o autor Diogo Liberano criou uma trama que se desenrola em um edifício empresarial no centro do Rio de Janeiro, onde um jovem recém-formado em jornalismo aguarda ansioso para a sua primeira entrevista de emprego. A empresa, que aparenta ser uma agência de jornalismo, aos poucos revela seus reais propósitos. Uma das antigas funcionárias, aquela que recebe o futuro novo empregado, manifesta o motivo de ainda estar ali: ela pretende ser demitida para, finalmente, abrir o seu próprio negócio. Na sala dos sócios fundadores da empresa, o rapaz é entrevistado e o serviço é exposto de maneira clara e inconfundível: “você será (bem) pago para inventar e divulgar notícias com o objetivo de expandir o mercado das empresas que contratam nossos serviços”. Porém, nada é assim tão simples e, pouco a pouco, a empresa vai ruindo porque as mentiras não são produtos apenas para os clientes, são também a engrenagem através da qual essa empresa funciona. É ano de eleição no Brasil: a situação se agrava quando uma famosa figura pública, aspirante à presidência, compra os serviços da empresa. O que aconteceria se toda e qualquer verdade inventada virasse um fato?
 
O espetáculo busca refletir sobre que tipo de força pode agir contra esse movimento tão violento de seres humanos agindo contra seres humanos, destruindo valores comuns e a possibilidade de uma vida em sociedade. Para Liberano, é o amor. O amor filosófico, o amor que tolera e se interessa pelas diferenças, contradições e mesmo paradoxos da vida; o amor pela amizade.
 
O Coletivo Ponto Zero é composto por artistas baianos radicados no Rio de Janeiro: Brisa Rodrigues, Mônica Bittencourt,  Lucas Lacerda e Carlos Darzé. Seu primeiro espetáculo, “Curral Grande”, resgatou a história sobre os campos de concentração existentes no Ceará, durante a seca de 1932. O que movia esses artistas naquele momento era apresentar uma ferida desconhecida e principalmente investigar junto a obra os processos de higienização social presentes nos dias de hoje, tendo em vista os reflexos de um passado recalcado socialmente no Brasil. Para realizar o segundo espetáculo, a multiplicação de discursos e opiniões agressivas relacionadas à ganância pelo poder lhes parecia ser urgente e preenchia seus desejos de falar sobre a atual condição humana. Assim, o Coletivo Ponto Zero se junta a Debora Lamm, Diogo Liberano e os atores convidados Leandro Soares e Orlando Caldeira para trazer à cena teatral seus olhares a respeito de uma das mais profundas mazelas sócio-políticas da atualidade: a manipulação da informação.
 
Serviço:
Ltda
Temporada:  De 11 de julho a 2 de agosto
Teatro Glaucio Gill
Praça Arcoverde, s/nº, Copacabana (ao lado da Estação Arcoverde)
Telefone: 2332-7904
Dias e horários: Quartas e quintas, às 21h
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).
Lotação: 90 pessoas
Duração: 1h
Classificação indicativa: 14 anos
Vendas online: https://www.ingressorapido.com.br
                                                      
 
 


Última modificação emQuinta, 05 Julho 2018 12:43
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