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Cesar Oiticica Filho – Metaimagens

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O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugura no próximo dia 1º de setembro de 2018, a exposição “Metaimagens”, com aproximadamente quinze trabalhos inéditos de Cesar Oiticica Filho, desdobramento de sua investigação poética sobre o fim da fotografia na era digital. Nesta mostra, o artista associa a destruição parcial de seu trabalho e equipamento em 2009 ─ ocorrida no incêndio do Projeto Hélio Oiticica, de que é curador ─ à substituição da imagem fotográfica pela digital, abordada nos diferentes núcleos que formam a exposição.

Em trabalhos anteriores, Cesar Oiticica Filho havia experimentado a mídia fotográfica colorida “até o esgotamento das possibilidades e do material, cortando a emulsão com a luz, usando feixes de luz muito fortes como laser e lanternas de alta potência direto no papel fotográfico”.

Nesses novos trabalhos, o artista articula – a partir da destruição pelo fogo do seu próprio trabalho e equipamento – a transformação da fotografia em imagem digital e os desdobramentos desse meio em pintura, cinema, realidade virtual e objetos, onde ganha materialidade. “Essa vocação transmidiática do artista permitiu o atravessamento generalizado dos diversos campos em que a produção visual era segmentada em áreas autônomas (como vídeo, fotografia, filme, publicações e pinturas)”, acentua o curador Fernando Cocchiarale.

A obra central da exposição, “Núcleo Metaimagético” (2018), é uma grande instalação composta por uma série de lâmpadas cercadas por dezenas de imagens dos negativos e cópias danificadas pelo fogo, “formando em torno da luz um núcleo que representa o final da imagem fotográfica e o início de uma série de possibilidades, mostradas nas demais obras da exposição”, comenta o artista.

Outro grupo de trabalhos é o constituído pela série “Metaimagem” (2018), com quatro impressões em tela das fotos danificadas pelo incêndio, que ganham intervenções de pintura sobre as partes derretidas, e têm dimensões de 82cm x 51,5cm cada uma.

Na parte direita do foyer, que dá para o Pão de Açúcar, o público verá a trilogia “Brasil 2016” (2016), um conjunto de três jarros de vidro, os transobjetos, com aproximadamente 20cm de diâmetro e 30cm de altura cada um, em que o artista discute as questões do país de forma poética. “Talvez sejam as obras de significado mais óbvio na exposição”, observa ele. O primeiro contém uma porção de grãos de feijão contornada por grãos de arroz. O segundo traz uma vela de gel acesa sobre água, e o terceiro dois óleos de diferentes densidades e cores, de soja e de dendê, disputam o espaço.

Na parede do fundo do foyer, serão projetadas as obras mais próximas do cinema, animação e vídeo, como o filme performance “É Tudo Verdade” (2003),  originalmente em Super 8 depois transferido para digital, “Para os seus olhos somente” (2018, 8’), e “A Dança da Luz” (2003), um filme in progress, feito a partir da primeira versão da obra “Caixa de Dança”, apresentada na exposição individual "A Dança da Luz", no Museu Nacional de Belas Artes, em 2003..

Explorando a técnica da realidade virtual, “que coloca a pessoa dentro da imagem”, Cesar Oiticica Filho propõe em “Rolezinho” (2017, filme 360º, com smartphone, óculos de realidade virtual e headphones) um “delírio deambulatório” como os de Hélio Oiticica (1937-1980), em um alucinante deslocamento por skate pelas ruas de Nova York.

No final do percurso expositivo, o artista propõe o visitante a “parar, fechar os olhos e se deitar para se voltar ao corpo, ao aqui e agora, despertando outros sentidos adormecidos pela enxurrada de imagens recebidas”. Isto poderá ser feito na instalação sensorial “SolAr” (2018), em que uma lâmpada de luz forte age simultaneamente a um ventilador, de modo a  ativar a sensação de frio/calor, como um “antídoto para não ser engolido pela ditadura da imagem, que nos chegam em grande volume diariamente”.

Serviço: Exposição “Cesar Oiticica Filho – Metaimagens”
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Abertura: 1º de setembro de 2018, das 15h às 18h [Neste dia, o Museu terá entrada gratuita, das 11h às 18h, devido ao evento “Dominó”, e o restaurante Laguiole funcionará das 12h às 17h. Reserva: 2517.3129 ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ]
Até 11 de novembro de 2018
De terça a sexta, das 12h às 18h.
Sábado, domingo e feriado, das 11h às 18h.
Ingresso: R$14,00
Estudantes maiores de 12 anos: R$7,00
Maiores de 60 anos: R$7,00
Amigos do MAM e crianças até 12 anos: entrada gratuita
Quartas-feiras a partir das 12h: entrada gratuita
Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$14,00
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo
Telefone: 3883.5600
www.mamrio.org.br


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