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Grupo Teatral Moitará comemora 30 anos encenando “A Busca"

Igor Keller / Divulgação Igor Keller / Divulgação

Fundado pela atriz Erika Rettl e pelo diretor Venício Fonseca no Rio, o Grupo Teatral Moitará comemora 30 anos de trabalho continuado. Senta que lá vem história. Nestas três décadas construiu sólido repertório e tornou-se referência na linguagem da Máscara Teatral, estrela-guia de suas atividades de pesquisa e espetáculos. Mais ainda: formou gerações de atores nesta linguagem, é requisitado por grupos e artistas (entre outros, suas máscaras estiveram na peça “As centenárias”, de Newton Moreno, 2009) e TV (ministrou palestra-espetáculo a convite de Luiz Fernando Carvalho para o elenco da minissérie “Hoje é dia de Maria” e também o diretor Venício Fonseca participou como instrutor de dramaturgia da novela “Novo mundo”), realizou exposições e livros, constituiu o Ponto de Cultura “Palavras Visíveis”, que também está fazendo aniversário - celebra 10 anos de capacitação de atores surdos, que hoje rodam o país em apresentações - e formou uma sede que é farol para ministrar cursos e oferecer biblioteca para pesquisas sobre artes cênicas no Rio.

Todas estas conquistas, bem como o significativo aprofundamento na linguagem da máscara, sublinham cada ponto do seguro caminho percorrido pelo espetáculo A Busca, encenação que marca estes 30 anos de atuação do Moitará no teatro contemporâneo do Brasil. A Busca estreia dia 4 de outubro, às 19h30, no Teatro Serrador, no Centro do Rio. Nem comédia, nem drama, A Busca  está ligada à cena-poema, gênero pautado em efeitos sensoriais para construção da narrativa. Efeitos estes que, somados ao trabalho da atriz Erika Rettl, servem de fio condutor para contar a história que será vista pela plateia. É a segunda montagem de uma trilogia sobre o gênero. A primeira foi Imagens da Quimera, de 2003, indicada ao Prêmio Shell (música) com grande reconhecimento de público e crítica. Com a palavra, Erika Rettl, intérprete que chama atenção pela exuberância de suas composições no palco: “A Busca fala da necessidade de resgatar a matriz feminina como potência arquetípica presente em todos os seres. Vai ao encontro de uma consciência que está interligada a grande rede que nutre a Vida. Espero que A Busca possa, de alguma forma, tocar este feminino, que sente, que cuida e que está latente em cada espectador. Que cada pessoa ao sair da apresentação seja motivada a acreditar que a sua busca em alimentar uma conexão sincera e comprometida com a Vida vale a pena”.
 
Cabe a ela – ora com, ora sem máscaras, ora com, ora sem texto -, propiciar ao espectador uma contemplação única através de sua vigorosa interpretação. Lança mão de elementos que exploram a sensorialidade e que compõem o cenário. “Traçamos um paralelo entre várias narrativas sobre o feminino, estabelecemos uma dramaturgia acerca da importância da Vida. A amplitude e relevância deste tema alicerçam a estética da cena-poema, potencializam a relação de identificação da plateia provocando uma reflexão sobre o desenvolvimento da Vida no planeta”, destaca o diretor Venício Fonseca. Os artistas sustentam que a temática é extremamente atual. A Busca propõe investigar a relação de equilíbrio entre os princípios masculino e feminino, o yin e yang, as forças e relações originárias que formam todos os seres.
 
Serviço: A Busca
Estreia dia 4 de outubro, às 19h30.
Temporada: de 4 a 27 de outubro de 2018
Sessões: quinta, sexta e sábado, às 19h30.
Local: Teatro Serrador
Endereço: Rua Senador Dantas, 13 – Cinelândia (Metrô Estação Cinelândia)
Ingressos: R$ 40, R$ 20, R$ 15 - lista amiga
Informações: 2220 5033
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 53 min
Lotação: 274 lugares
Gênero: Drama
Bilheteria - Horário de funcionamento:
Terça a Sábado, das 16:00h as 20:00h.
 

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