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‘O Desmonte do Monte’ é o único documentário brasileiro a competir no 31º Festival Cinelatino – Encontros de Toulouse,

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Sucesso nos cinemas brasileiros, o documentário ‘O Desmonte do Monte’, com roteiro e direção de Sinai Sganzerla, foi selecionado entre 1.300 obras inscritas para a participar do 31º Festival Cinelatino - Encontros de Toulouse, que será realizado de 22 a 31 de março na cidade francesa, com 80 filmes em sua programação oficial. É o único documentário brasileiro em competição este ano. O longa-metragem vai concorrer com outros seis filmes: ‘Algo quema’, de Mauricio Ovando (Bolívia); ‘Cuando cierro los ojos’, de Sergio Blanco e Michelle Ibaven (México); ‘La asfixia’, de Ana Isabel Bustamante (Guatemala); ‘Los reyes’, de Bettina Perut e Iván Osnovikoff (Chile); ‘Miserere’, de Francisco Ríos Flores (Argentina) e ‘The smiling Lombana’, de Daniela Abad Lombana (Colômbia). As obras vão disputar as láureas de Melhor Documentário, Prêmio do Público, Prêmio da Audiência Jovem (Prix des Lycéens) e prêmio SIGNIS.

 

Criado em 1989, o festival Cinélatino - Rencontres de Toulouse se firmou como um ponto de encontro de obras e realizadores latino-americanos na Europa. É o festival mais antigo dedicado à América Latina no continente e o mais importante em termos de programação (mais de 150 títulos por edição). ‘O desmonte do monte’ será exibidos nos dias 24 e 27 de março.

 

Com roteiro e direção de Sinai Sganzerla, o longa-metragem aborda a história do Morro do Castelo, marco da fundação do Rio de Janeiro pelos portugueses, e seu desmonte devido a interesses imobiliários. A narração do filme é feita por Helena Ignez (mãe da diretora), Negro Leo e Marcus Alvisi. O lugar, também conhecido como "Colina Sagrada", foi escolhido pelos colonizadores portugueses para a fundação da cidade do Rio de Janeiro e construção das primeiras moradias. Apesar de sua importância histórica e arquitetônica, o morro foi destruído por reformas urbanísticas com o intuito de "higienizar" a cidade e promover a especulação imobiliária.

 

O filme aborda ainda a instigante lenda do tesouro:  ouro e pedras preciosas teriam sido armazenados nas galerias subterrâneas do morro por jesuítas na época colonial, que acabaram expulsos da região. Durante muito tempo, acreditou-se que existia uma riqueza escondida e inúmeras requisições foram feitas para conseguir uma autorização para a exploração do Morro do Castelo. Trechos do romance O Subterrâneo do Morro do Castelo, reunião de crônicas escritas por Lima Barreto no jornal Correio da Manhã que contam parte desta história, são lembrados no longa. O autor foi uma das poucas vozes que defenderam publicamente a permanência e vida do Morro do Castelo de São Sebastião.

 

O longa-metragem tem sua narrativa baseada em cerca de 700 iconografias e pinturas de diversos períodos, desde a fundação da cidade de São Sebastião até os dias atuais e conta com imagens em movimento da Celebração do Centenário da Independência do Brasil, em 1922, evento realizado com as terras do desmonte do Morro do Castelo. O documentário também conta com depoimentos de áudio de ex-moradores do Morro do Castelo e dos engenheiros que trabalharam no seu desmonte.

Mais informações em http://www.cinelatino.fr/films-2019?tid=494. 

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