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Aquiles Rique Reis

Aquiles Rique Reis (433)

Quando a música instrumental é mais bela

O trompetista Guilherme Dias Gomes lançou um ótimo disco instrumental, Trips (Tratore). Viagens que, seja lá como for, marcaram o músico de alguma forma. Assim, todos os temas remetem a lugares ou sensações que trouxeram alguma fonte de inspiração para o músico. E ele não negou inspiração, conduzindo-a com sabedoria entre harmonias, melodias e ritmos.

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O brilho do passado no futuro

A rapaziada que viria a criar a bossa nova tinha como ídolos os grandes nomes do jazz norte-americano. A moçada devorava os LPs que lhes chegavam às mãos, trazidos por almas caridosas quando retornavam ao Brasil – os bossanovistas tratavam-nos como emissários benfeitores do som que tanto curtiam: afinal, suas composições inspiravam-se nas harmonias dos jazzers, logo sendo ricamente ajustadas ao “veneno” brasileiro.

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E foi assim...

Imagino que o que senti nos últimos dias, leitor, você também já tenha sentido ao ouvir pela primeira vez um disco que você não fazia ideia de suas qualidades nem defeitos.

Primeiro vem a surpresa; a seguir, a constatação; logo, a vontade de ouvi-lo mais uma vez. E foi exatamente isso que se deu comigo ao escutar Campo Aberto (Acari Records), o álbum de estreia do jovem mineiro (25 anos) Artur Padua. Também violonista, ele foi aluno na Escola Portátil de Música, quando aprendeu a tocar o instrumento com o mestre do sete cordas Maurício Carrilho.

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Julião é bão

Começo me perguntando o que espero do jovem sambista Julião Rabello: que ele seja um bão compositor? Bão cantor? Bão violonista de sete cordas? Bão filho de Luciana Rabello, cavaquinista competente e uma das mais maiores especialistas em choro, chorinho e chorões do Brasil? Bão filho de Paulo César Pinheiro, o mais fértil e generoso poeta/letrista da música popular brasileira?

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