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Olga de Mello

Olga de Mello

Jornalista, carioca por nascimento e insistência, Olga de Mello considera cultura gênero de primeira necessidade. Consumidora voraz de vários generos literários, ela compartilha com os leitores do ACONTECE NA CIDADE as novidades do mercado editorial.

URL do site: http://olgademello.acontecenacidade.com.br

Sobre mulheres das letras

Há cerca de um ano, por iniciativa da escritora Maria Valéria Rezende, foi criada uma comunidade no Facebook, o Mulherio das Letras, para discutir formas de ampliar a visibilidade das escritoras no mercado editorial brasileiro. Em outubro, o Mulherio fez seu primeiro encontro, em João Pessoa, lançando duas antologias com a produção literária de algumas das mais de 5 mil participantes do grupo. Contistas e cronistas foram reunidas em quatro volumes artesanais da Mariposa Cartoneira, um coletivo que confecciona livros com capas de papelão.

Páginas – nem sempre felizes - de muitas histórias

Faz um ano e meio que Dilma Roussef foi afastada da Presidência da República e o Brasil passou a assistir a discussões entre Legislativo e Judiciário sobre cassações políticas, enquanto o parlamento apreciava e homologava alterações nas leis trabalhistas e de conservação ao meio ambiente, entre outras. Parte deste curto período histórico foi analisado semanalmente por Felipe Pena em textos publicados semanalmente no jornal carioca Extra, reunidos em Crônicas do Golpe (Record, R$ 29,90), selecionados pelo único critério, explica o autor em nota, de relacionar-se com o tema que dá título ao livro.

Revelações de senhoras discretas

Respeitadíssima pelos especialistas em literatura, George Elliot é talvez a menos badalada romancista inglesa do século XIX, sem a popularidade – fora da Inglaterra, pelo menos - de Jane Austen ou das irmãs Brontë.  Por boa parte da vida manteve o estado civil de solteira, mas, ao contrário das suas precursoras, viveu abertamente casos amorosos, dividindo a casa com um homem casado legalmente com outra mulher. Charmosa, mas desprovida de beleza física, ela levou para suas histórias a superficialidade das relações sociais da época, um contraste permanente com o moralismo vitoriano, como se observa em Silas Marner, o tecelão de Raveloe (José Olympio, R$ 44,90), que aborda o isolamento de um homem a quem se imputou um crime não cometido e sua reintegração à sociedade quando adota uma criança abandonada.

Pelas águas e terras da Guanabara

Foi numa travessia de barco pela Baía de Guanabara que o compositor e escritor Nei Lopes percebeu “um livro em potencial” com histórias fictícias sobre as ilhas e a população que se distribuiu pela região, à beira-mar. Sob o poético título Nas águas desta baía há muito tempo (Record, R$ 42,90) estão 18 “contos da Guanabara”, com personagens reais e ficcionais em situações imaginárias, durante a Revolta da Armada (1893–1894), quando os navios de guerra apontaram canhões para a cidade do Rio de Janeiro, em protesto contra o governo republicano.

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