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Olga de Mello

Olga de Mello

Jornalista, carioca por nascimento e insistência, Olga de Mello considera cultura gênero de primeira necessidade. Consumidora voraz de vários generos literários, ela compartilha com os leitores do ACONTECE NA CIDADE as novidades do mercado editorial.

URL do site: http://olgademello.acontecenacidade.com.br

Lista de Natal para aliviar o calor tropical

O calor carioca se apresenta em toda a sua glória. Uma amiga avisa que está na praia, bebendo cerveja e lendo A amiga genial (Biblioteca Azul, R$ 37,72), de Elena Ferrante, enquanto desbravo, sob o ventilador, hesitando entre deixar a leitura e trabalhar, Assombrações (Todavia, R$ 37,72), de Domenico Starnone.  O autor, que já ganhou o maior prêmio literário italiano, o Stregha, em 2001, tem o mesmo estilo arrebatador de Ferrante, pseudônimo que esconderia a tradutora Anita Raja, casada com Starnone. Há alguns anos, Starnone foi apontado como quem estaria por trás dos títulos assinados pelo fenômeno de vendas e crítica até uma investigação jornalística chegar a Anita Raja, cruzando dados do imposto de renda para comprovar a compatibilidade do aumento de patrimônio do casal com o sucesso da Tetralogia de Nápoles.

Campanha de Natal

A partir da falência das duas maiores redes de livrarias do País, o editor Luiz Schwartz, da Companhia das Letras, lançou um apelo para a compra de  livros como presente de Natal. A campanha, para muitos, denuncia a indiferença do brasileiro pelo livro. No entanto, as editoras, mesmo quando se escudavam nas compras do governo,  buscaram cativar seu público,  dando formato de luxo aos romances picantes  vendidos em bancas de jornal e às aventuras de cavaleiros em luta contra o mal, por vezes montados em dragões, com auxílio de elfos e fadas.

A inadequação sob o colonialismo

As cores – vermelho e verde - da bandeira portuguesa se mesclam a uma estampa e à fotografia de uma menina de tranças louras, carregando um cachorro no colo, o olhar sorridente num rosto cujos traços se mostram mais maduros do que infantis, na capa de Caderno de memórias coloniais (Todavia, R$ 33,90). As recordações de Isabela Figueiredo, nascida nos anos 1960, na então Lourenço Marques, hoje Maputo, em Moçambique, são assim entremeadas: falando português e crescendo entre uma população negra que servia aos brancos colonizadores, ela teve que deixar o que chamou de lar em 1975 para aprender a viver num país onde apenas na língua havia alguma referência pessoal.

Páginas para as telas

A maioria dos leitores conhece antes dos espectadores os livros que são adaptados para o cinema. Dificilmente, versão e original se equivalem. Algumas exceções talvez sejam Tess D’Ubervilles e Longe deste insensato mundo, ambos de Thomas Hardy, e O colecionador, de John Fowles, primorosamente adaptados, respectivamente, por Roman Polanski (em 1979),  John Schlesinger (em 1967) e William Wyler (em 1965). 

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