Menu
Luís Pimentel

Luís Pimentel

Luis Pimentel é jornalista e escritor, com mais de 50 livros publicados em diversos gêneros. Trabalhou em diversas redações de jornais e revistas e atualmente mantém uma coluna semana no jornal O Dia do Rio Janeiro.
Edita a revista eletrônica Musica Brasileira.

URL do site: http://luispimentel.acontecenacidade.com.br

E não me invente de morrer!

Tem cura, doutor?
     Não adianta espernear nem trocar o prontuário.
     Nos hospitais públicos, postos de saúde, emergência de atendimento ou em qualquer instalação onde o pobre seja instalado quase sempre para morrer, a pergunta que cala e dói – feito crepe na boca ou tratamento de canal sem anestesia – não é mais se existem possibilidade de cura.
     É:
     “Tem cama, doutor?”
     Cama, leito, maca, colchonete, esteira, jornal de ontem ou papelão para quem está se transformando em papel usado na fila da indigência são itens tão fundamentais quanto médicos e medicamentos.
     Junto com a saúde do país – que agoniza diante da arrogância, do despreparo e da destinação de verbas para Pastas e patentes prioritárias – estamos morrendo aos poucos.
     Ainda bem que aos poucos. Não temos pressa.
     E não me invente de morrer, pois os custos com papa-defuntos (que não aceitam plano de saúde) estão proibitivos.

Promessas de ano novo

No último dia do ano, Carlão aproveitou a família reunida para fazer algumas promessas a respeito de providências que tomaria na primeira hora do dia seguinte, tão logo acordasse para viver o ano novo.

Feliz Natal

Quando menos se espera

 Tornou-se folclore no memorial da imprensa brasileira a história do redator que, sem inspiração para a manchete de uma edição de 25 de dezembro, tacou lá no alto da página, em letras maiúsculas e exclamação:

     QUANDO MENOS SE ESPERA, CHEGA O NATAL!

Acertou em cheio. Geralmente, quando pensamos que ainda estamos no meio do ano, ela chega, provocando na gente aquela frase mais manjada do que a ideia do redator:
“Puxa! Como este ano passou depressa...”

Há quem espere o Natal fazendo contas (os comerciantes), se preparando para trabalhar pelo ano inteiro (a turma que faz bico como papai Noel) ou bebendo para esquecer (o peru da ceia); alguns torcem para que o dezembro todo passe logo, carregue com ele o janeiro e o fevereiro, venha logo março e a voltas às aulas (os pais daquele moleque que passa as férias inteiras em casa, grudado no videogame).

O certo é que, quando menos se espera, a gente sente certo prazer em abraçar aquela pessoa querida e dizer “Feliz Natal”.

E isso é o que conta.

Não brinquem com o fogo

Como diziam as mães antigamente, quando o filho estava prestes a se meter em encrenca, “não brinque com o fogo” (“cuidado com o dedo na tomada, com a ponta do prego, com o caco de vidro” também se usava bastante). Hoje as crianças praticamente não brincam mais como fogo – nem com nada, pois brincar saiu de moda; agora levam a vida a sério, olhos e dedos paralisados no celular. Mas ainda podemos recomendar aos adultos: não brinquem com o fogo, pois o prejuízo pode ser irremediável.

Assinar este feed RSS