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Acontece na Cidade - Itens filtrados por data: Domingo, 27 Janeiro 2019

E não me invente de morrer!

Tem cura, doutor?
     Não adianta espernear nem trocar o prontuário.
     Nos hospitais públicos, postos de saúde, emergência de atendimento ou em qualquer instalação onde o pobre seja instalado quase sempre para morrer, a pergunta que cala e dói – feito crepe na boca ou tratamento de canal sem anestesia – não é mais se existem possibilidade de cura.
     É:
     “Tem cama, doutor?”
     Cama, leito, maca, colchonete, esteira, jornal de ontem ou papelão para quem está se transformando em papel usado na fila da indigência são itens tão fundamentais quanto médicos e medicamentos.
     Junto com a saúde do país – que agoniza diante da arrogância, do despreparo e da destinação de verbas para Pastas e patentes prioritárias – estamos morrendo aos poucos.
     Ainda bem que aos poucos. Não temos pressa.
     E não me invente de morrer, pois os custos com papa-defuntos (que não aceitam plano de saúde) estão proibitivos.

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