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O artista plástico Roberto Scorzelli realizou especialmente para os AMIGOS DA GRAVURA, na Chácara do Céu, a gravura “Noturno”, em metal com interferência em silk screen e a série “Imaginário”, em técnica de “pochoir” (superfície recortada em cartão, metal ou outro material, permitindo uma rápida impressão manual da forma em múltiplas justaposições).
No inicio da década de 1970, Scorzelli passou a dedicar-se a uma composição de rigor geométrico e abstrato, influenciado pela escultora Mary Vieira, na Suíça: superfícies translúcidas em cores superpostas criando espaços de rigorosa ordenação de ritmo e harmonia. Esta proposta seria a tônica em sua obra. Desde então, ocorreram poucas interrupções desse processo. Em 1976, Scorzelli realizou o “Bestiário”, álbum de 21 litografias, registrando uma parte significativa dos desenhos figurativos da década de 1960. Em 1981, buscou na paisagem, como exercício, a observação de luzes e transparências naturais. São desta época as pinturas que têm como tema a cidade do Rio de Janeiro, tratadas livremente de forma romântica em matizes de cinza, luzes baixas, transparências opalescentes e liberdade gestual.
Em 1991, em MiIão, Roberto Scorzelli participou da mostra organizada pela "Marin Selezione D'Arte", uma exposição de seus trabalhos apresentada como de grande importância no panorama da arte construtivista da década. Seus trabalhos mais recentes, em técnica de tinta acrílica sobre papel ou tela, prosseguem em composições construtivistas, embora acrescidos de dramaticidade. PEQUENA BIOGRAFIA Roberto Scorzelli nasceu em João Pessoa, Paraíba e cursou a Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro entre 1955 e 1959, freqüentando os ateliês de desenho de Abelardo Zaluar, pintura de Henrique Cavalleiro e gravura de Darel. Em 1962 graduou-se Arquiteto pela Faculdade Nacional de Arquitetura do Rio de Janeiro. Scorzelli dedicou-se, inicialmente, ao desenho de expressão figurativa de traço seguro e espontâneo tendo como tema, bichos, fachadas e figura humana. Realizou sua primeira mostra individual em 1962. A partir de 1960, segundo Mario Schenberg escrevia em 1963, a fisionomia artística de Scorzelli adquiriu “maior nitidez e coerência, com desenhos tão interessantes como o do hipopótamo, em que captou e recriou a arquitetura da massa do paquiderme em sua estranha beleza. Scorzelli progride sempre na assimilação das descobertas da arte construtiva moderna, oriunda do cubismo, utilizando-se na recriação dos objetos, das casas e dos animais. Suas pesquisas nos fazem recordar as últimas fases de Fernand Leger, não obstante as profundas diferenças de sensibilidade e visão dos dois artistas”. AMIGOS DA GRAVURA Na década de 40, Castro Maya, um apaixonado por gravura, estimulou essa produção artística criando uma "sociedade de amigos", em que os sócios compravam as gravuras editadas por ele. Há treze anos, a direção dos Museus Castro Maya – Museu do Açude e Museu Chácara do Céu – recuperou essa idéia, realizando edições anuais de gravuras, com direito a uma exposição do artista, para mostrar não só sua gravura como outras obras. Assim, já criaram gravuras para o projeto artistas como Carlos Zílio, Lygia Pape, Nuno Ramos, Carlos Vergara, Waltercio Caldas, Anna Bella Geiger, Daniel Senise, Tomie Ohtake, Antonio Dias, Beatriz Milhazes, José Resende, Elizabeth Jobim e Rubens Gerchman. E, mais recentemente, Daniel Feingold, Amador Perez, Antonio Manuel, Marcus André, Lena Bergstein, Monica Barki, Nelson Leirner, Manfredo Souzanetto, Germana Monte-Mór, Iole de Freitas, Luiz Áquila, Sheila Goloborotko e Maria-Carmen Perlingeiro. O Museu Chácara do Céu fica Rua Murtinho Nobre, 93 - Santa Teresa. A visitação poderá ser feita até 23 de janeiro de 2008, diariamente, das 12h às 17h, exceto às terças. O ingresso custa R$ 2,00 (menores de 12 anos, maiores de 65 anos e grupos escolares não pagam), com entrada franca às quartas-feiras. Maiores informações pelos telefones 2224-8981 / 2507-1932 / 2224-8524. Visite o site do museu: www.museuscastromaya.com.br
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