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Sonia Andrade - Vídeo-instalação com drusas de ametista PDF Imprimir E-mail
Por (divulgação)   
11 de março de 2008

Sample ImageA Galeria Tempo apresenta uma belíssima exposição da artista Sônia Andrade, uma das pioneiras da videoarte no Brasil. A artista participou em 1974 da histórica exposição no MAC da USP, em 1974, considerada a primeira exibição pública de vídeos brasileiros, organizada por seu diretor Walter Zanini a convite de uma universidade da Filadélfia, para onde a mostra itinerou no mesmo ano. 

Pela primeira vez em sua trajetória, ela vai expor seu trabalho em uma galeria, e escolheu para isso a Tempo, das sócias Georgianna Basto, Marcia Mello e Carolina Dias Leite.

Sample ImageEla está realizando, especialmente para o espaço da galeria, uma vídeo-instalação com uma tonelada de ametista em estado bruto (drusas), que cobrirão os 40 metros quadrados do chão.  Será um “tapete de ametistas”. Em um canto da sala, uma projeção sobre um círculo de areia dará o efeito de gotas d’água pingando em um lago de ametistas.  O trabalho não tem título, mas Sonia diz “que seu mote” é um verso extraído de um poema de John Donne, poeta inglês (1572-1631): “It were but madness now to impart / The skill of specular stone / When he, which can have learn’d the art /To cut it, can find none”.

“É maravilhoso ver a reação do público perante seus trabalhos, sejam eles vídeos (a maioria dos anos 1970) ou vídeo-instalações, seja em Paris, no Louvre, no CCBB ou no MAM do Rio. Somos privilegiadas ao conviver com esta magnífica artista. Todas as mulheres gostariam de ser um pouco... Sonia Andrade”, dizem em coro as sócias da Galeria Tempo, Georgianna Basto, Marcia Mello e Carolina Dias Leite.
 
A crítica Marisa Flórido Cesar escreve sobre o trabalho de Sonia Andrade, tomando como ponto de partida o fato de que a “fonte e o espelho são, na Idade Média, o lugar amoroso por excelência”.  Ela destaca: “Transparente e reflexivo, o cristal possui a dupla propriedade de permitir ver através de sua matéria e ser a superfície do espelho daquele que o olha. Dúbia condição da ‘pedra especular’ que a artista perscruta: a passagem indecisa entre fluidez e mobilidade, passagem e permanência, aparição e desaparição”.  “Entre a pedra e a imagem, entre Pigmaleão e Narciso, vacilamos entre os reflexos e as superposições, entre as ressonâncias infinitas das muitas faces de um espelho movediço”.

O trabalho com vídeo-instalações utilizando pedras começou em 2001, em uma mostra no Paço Imperial, quando utilizou cristal de rocha e selenita, e foi ampliado em 2005, quando expôs no CCBB Rio.

Apesar de estar em alta na Europa e nos EUA – como demonstram as vendas na ARCO 2008, em Madri – a videoarte ainda tem no Brasil um mercado iniciante.  “Não há videotecas por aqui”, observa Sonia Andrade, que tem obras em coleções importantes como o Getty Research Institute, em Los Angeles (que comprou todos os seus trabalhos, de 1974 a 1983), a Fine Arts Library, da Universidade de Harvard, em Cambridge, e o Kunstgewerbemuseum, em Zurique, Suíça. 

A Galeria Tempo fica na Av. Atlântica, 1782 / loja E  Copacabana  (ao lado do Copacabana Palace) e a exposição fica em cartaz de 27 de março a 24 de maio de 2008, podendo ser visitada de segunda a sexta, das 12h às 19h e aos sábados, das 16h às 19h. Maiores informações pelo telefone 2255.4586.

 
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