Aconteceu numa noite de terça-feira um show que há muito eu esperava: Leo Jaime no Canecão. Enfim pude ver aquele artista irreverente e sensível que embalou muitas das minhas noites (felizes ou não) e que foi como uma trilha sonora na história da minha vida.
Foto: Ricardo Poock
Não vamos aqui fazer comparações com o passado. O tempo passa para todos. TODOS! Na década de 1980, eu tinha alguns bons quilos a menos e muitos cabelos a mais. Com Leo Jaime o tempo também cobrou sua parte: lançou-lhe alguns quilos em cima, mas pelo menos (ou pelo mais) manteve sua cabeleira farta.
Mas não foi só a cabeleira que não mudou. Leo mantém a mesma voz, a mesma energia e talento. Tudo isso acompanhado de olhares apaixonados para sua musa na platéia.
Fotot: Ricardo Poock
Dos sucessos antigos, tudo já foi dito. Nada mais é preciso falar. Para mostrar seu mais recente trabalho, INTERLUDIO, Leo Jaime trouxe uma banda de formação clássica: bateria, baixo, guitarra, com um “plus a mais” do genial sax de Rodrigo Sha.
INTERLÚDIO mostra em suas 10 músicas um Leo Jaime mais amadurecido, e que parece transpirar romance por todos os poros. Estava faltando música boa nos últimos tempos só se ouve ou porcaria, ou regravações de velhos sucessos. E como o garoto (me deve essa, Leo) não é bobo, mandou pro mercado suas novas composições que não tem nada de mais, não trazem nenhuma novidade musical, mas também não tem nada de menos. Muito pelo contrário. É material de primeira e poder ser conferido em http://www.myspace.com/leojaime .