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Neste mês, decisivo para os rumos políticos do país, não posso deixar de abordar o tema já recorrente nos corredores culturais desse nosso Brasil: a calcinha.
Seguindo o exemplo da internacional Sharon Stone, que abriu caminho para a imortalidade abrindo as pernas para o cinema, figuras do jet set tupiniquim se lançam na opção politicamente correta de, digamos, arejar o sarapatel. Nada contra! Particularmente, acho que a prática deve ser encarada como uma atitude livre de preconceitos e um verdadeiro exercício de democracia, dividindo com a sociedade, aquilo que as celebridades têm de melhor, levando o alento àqueles que não podem ter de ao menos poder apreciar tão oculto “talento”. E tudo em nome da arte! Professorinhas, ilustres desconhecidas alcançam facilmente o estrelato e entram para a história do país dividindo com o público em geral seu mais recente penteado pubiano. Todos nós sabemos o quanto uma calcinha marcando no vestido pode ser devastador para um figurino. Todos nós sabemos que não existem calcinhas sem costura, meias-calças que sejam suficientemente eficientes. Além do mais, mostrar calcinha é coisa do passado. Retrô mesmo. Bom mesmo é um fio dental enfiado em um malhado derrière, devidamente ocultado por um tecido acidentalmente transparente, que permita que todos confiram o verdadeiro talento da atriz brasileira. A onda atinge também talentosas apresentadoras de televisão tanto na vida social quanto nas telas da TV. Uma displicente sentada numa poltrona da primeira fila revela o maior atributo daquela grande atriz! Num desfile em que a modelo sabe que vai levantar o vestido, pois terá que dar um giro, de repente ela lembra: "Esqueci a calcinha! " Mas enfim, no meu país, cada um tem a liberdade de andar como quiser. Não é da minha conta. Só não entendo todo esse alvoroço, toda essa repercussão. Afinal, os cuidadosos descuidos das nossas “estrelas” que fazem de tudo para não aparecer na mídia, diante de invisíveis fotógrafos revelam sutilmente aquilo que já foi ou será explicitamente mostrado nas páginas das revistas masculinas, especializadas em traduzir de forma artística e sensível a nudez de nossas mulheres-objeto. Mas que besteira! O “talento” mostrado por tão sensíveis artistas que primam pela beleza e estética é igual ao de qualquer outra mulher. Diferente é a emoção que eles proporcionam... Nota: Devido à grande relevância do tema abordado neste artigo, resolvemos mantê-lo no ar por tempo indeterminado. Publique este artigo no seu site
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