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Carlos Vergara: A dimensão gráfica PDF Imprimir E-mail
Por (divulgação   
16 de novembro de 2009

Sample ImageO Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a Vale e a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro apresentam a exposição “Carlos Vergara: A dimensão gráfica – uma outra energia silenciosa”, um conjunto de mais de 200 trabalhos realizados pelo artista dos anos 1960 até hoje, onde a linguagem gráfica é o fio condutor.  A exposição tem curadoria do colecionador George Kornis, que por mais de um ano pesquisou os arquivos do ateliê do artista, com intuito de reunir os trabalhos produzidos por Carlos Vergara que tornasse visível ao público a linguagem gráfica que perpassa sua produção, há quase 50 anos.

Sample ImageGeorge Kornis destaca que a produção de Vergara se expressa por diversas linguagens, e esta exposição no MAM pretende dar visibilidade à linguagem gráfica, presente em toda a sua trajetória, de diversas maneiras: monotipias, gravuras, desenhos, 3D, fotografias, filmes. “Vergara não é somente um pintor, como ele costuma ser apresentado”, comenta Kornis.  “Sempre me incomodou que na boa e vasta bibliografia sobre ele há uma fixação em torno de sua obra pictórica”, diz. Ele observa ainda que é comum, na trajetória de Vergara, que um trabalho migre para vários outros suportes: “uma fotografia pode se desenvolver em uma serigrafia, que por sua vez poderá mais tarde se tornar pintura”. “Esta é uma grande alquimia dele”, afirma.

O curador conta que o título da mostra surgiu da lembrança da exposição “Silent Energy”, realizada em 1993 no Museu de Arte Moderna de Oxford, na Inglaterra, que revelou ao mundo a arte contemporânea chinesa.  “Ao estarmos diante de uma obra de arte, há uma percepção, uma energia transformadora, que opera em silêncio”, observa ele. “Esses trabalhos não são tonitruantes como os demais, são silenciosos”.

Sample ImageEle ressalta que não se trata de uma retrospectiva, embora haja “um olhar que atravessa toda a sua produção”. A mostra terá trabalhos nunca mostrados, além de obras inéditas no Rio, como a instalação que fez para a Capela do Morumbi, São Paulo, em 1992, ou o conjunto completo de monotipias da série Gávea.  O célebre painel de desenhos de 20 metros de comprimento, feito para a Bienal de Veneza, em 1980, também estará na mostra do MAM.

Para o artista, a exposição se reveste de um caráter particularmente interessante, o de ter a curadoria de um colecionador, que o acompanha desde sempre. “Para o artista, e também para o público, é especial acompanhar esse olhar, que reflete o método sistemático e obsessivo de um colecionador dedicado que me acompanha desde o começo”, afirma Carlos Vergara. Kornis concorda que usou o “critério exato” que usa em sua coleção: “o de elos, ligações, entre os trabalhos”. Ele compara essa ligação entre as obras à escolha de um roteiro musical de um show, ou à seqüência de músicas que espontaneamente surge em uma roda de instrumentistas.

Sample ImageAs cercas de 200 obras são provenientes do ateliê do artista e de coleções privadas, como a de, Gilberto Chateaubriand e do próprio George Kornis, além de outros acervos.  Para se chegar a esse universo, o curador pesquisou por mais de um ano o Acervo Carlos Vergara, para mapear a produção do artista. “O acervo está muito bem organizado, então foi possível visualizar, em toda sua extensão, as múltiplas linguagens e os interesses que atravessam sua trajetória”. 

A exposição será acompanhada de uma bem-cuidada edição de um catálogo, com textos de George Kornis e da professora e crítica de arte Glória Ferreira. A publicação, com imagens do trabalho do artista nas quais a dimensão gráfica é claramente visível, será lançada ao longo da exposição, a fim de que as instalações a serem montadas possam ser fotografadas. A publicação terá capa dura, 180 páginas, com formato 27cm x 27 cm, e tiragem de três mil exemplares.

O catálogo, além de representar um registro importante da mostra, busca ainda fomentar a pesquisa, a reflexão e o debate acerca da obra de Carlos Vergara. O compromisso com a produção e a difusão do conhecimento sobre a obra do artista conduzirá também à realização de projeções, conferências e debates durante os meses de exibição da mostra no MAM do Rio de Janeiro.

O Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro fica na Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo. Aexposição fica em cartaz até 14 de março de 2010 e poderá ser visitada de terça a sexta, das 12h às 18h e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h. A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação. O ingresso custa R$8,00 (estudantes maiores de 12 anos e maiores de 60 anos R$4,00). Amigos do MAM e crianças até 12 anos entrada gratuita. Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$8,00. Maiores informações pelo telefone 2240-4944.

 
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