O poeta, escritor. O irrequieto, indagador. O atento observador.... me perdoem a pífia tentativa, mas não pude resistir. Tentar descrever a figura multifacetada de Jorge Salomão é chover no molhado. Leiam, portanto, seu mais recente inédito, especialmente para nossos leitores.
Azul, azulão: Doido pássaro preto na mata. Matão. Mundo sem fim. Vegetação. Tudo aõ. Tantão. Enormeza de grande. Mundão. Mundo, mundo, mundão de coisas. Imensidão de imenso. Fim sem fim. Coisa, casa, bicho, floresta, céu azul. O que é o planeta ? O que é planeta ? É a visão, é a iris do olho de cada um. É perdição que a visão nos dá. Perco-me a ti olhar, ó rio de água doce, escura água, margem próxima. Correnteza lenta, plantas etc. Imensidão de verde, lento animal a pastar. Perco-me na imensidade da paisagem dos dias sem burburinho. Som do verde com o azul do infinito. Gostaria de tentar descrever, de escrever. É demais que extrapola a alma do asno sujo na lama. Quem é quem ? Ninguém é de alguém. Ou alguém é de ninguém ? Na vida tudo pasta. O olho passa por cima desta paisagem silenciosa que nada perturba a preguiçosa manhã. O gado no campo é lindo andando a se espalhar no verde dos montes. A casa fica pequena vista de cima. A casa é grande, perto : quartos, varandas, salas. Mas o mundo é muito maior. Isso nem se discute. O ar é puro neste lugar e o oxigênio expande a alma na luz. Misto de verde e azul ou vice versa. Calma cor, tempo, ideia de longevidade e da existência da vida. Vida rural, campo, campos imensos. Eu das cidades, eu da cidade, eu da vida citadina... Vejo a região. Tudo é belo o tempo todo. Quem dera pudesse ficar aqui para sempre nesta durabilidade infinita. Que é tudo aqui. Que é tudo por aqui. Durmo, quando levanto, corro para ver se alguma coisa mudou. Tudo caminha na sua fluidez de precisão espacial de sempre. O tempo é outro, o tempo é o mesmo, o tempo é igual. Pássaros componhem a balada das horas, frutas, cheiros. Tudo é infinitamente largo e desdobrador nesta região verde. O mato, a mata, serras, estórias, pedras. O nosso amor é longo, lânguido. A fera animal correndo no sem fim dos vales. Os dias são anos no seu durar. Azulão, azul límpido do céu, água barrenta do rio. Verde, verde, mato, matagal. Caminho, caminhos, capinzal. Andar até se perder, dourar no sol. Calangos, urubus, bezerros. Cheiro de estrume. Que fraseado é este, minha filha ? Eu não lhe conheço. O futuro pertence a frente da vista. Cósmicos suspiros. Meu nome é pássaro . Talvez alguma outra coisa... Publique este artigo no seu site
1. Que gato ! Escrito por Sonia Silveira, em 17-03-2010 10:50 Que gato fofo é Salomão! E como escrevo o gato! Miau, miau. Que luxo! |
2. Empolgante ! Escrito por Marluce Senna, em 11-02-2010 08:39 Lindo ! Lindo ! Lindo ! |
3. Escrito por LILY, em 09-02-2010 11:24 Lindo de morrer ! Imprimí e coloquei junto a minha cama. Sou transformista e adoro coisas de vanguarda. Quero mais ! |
4. Escrito por Roberto C.Silveira, em 06-02-2010 10:41 Lí e gostei. Me interessei por esse poeta /escritor. É possivel conseguir um contato com ele. Sou editor |
5. Escrito por Gerson Motta, em 05-02-2010 11:11 Achei bem interessante o texto de Jorge Salomão. Ele e Waly ( seu irmão ) foram meus colegas na Bahia. Hoje são estrelas nacionais. Ótimo ! |
6. Muito bom! Escrito por João Santana Souto, em 04-02-2010 17:13 Gostei muito do texto do poeta Salomão. Recomendo... |
7. Escrito por Sonia S. Lima, em 04-02-2010 13:36 Bonito ! Inteligente ! Sensivel ! Que percepção tem esse poeta ! |
8. LINDO ! Escrito por Lucia Maria, em 04-02-2010 11:29 Espetacular o texto de JORGE SALOMÃO !!!! Ele é demais !!!!! |
|
- Por favor, o assunto do seu comentário precisa ser relevante ao assunto do artigo.
- Ataques pessoais serão deletados.
- Por favor, não use os comentário para fazer propaganda de seu site ou será deletado.
|
Powered by AkoComment Tweaked Special Edition v.1.4.6 AkoComment © Copyright 2004 by Arthur Konze - www.mamboportal.com All right reserved |